Alguns antropólogos propuseram inclusive que esta característica facilitou a comunicação entre humanos já que permite saber para onde o outro está olhando independentemente do movimento da cabeça, algo que não ocorre com outros primatas.

Isto permite uma cooperação silenciosa entre indivíduos através apenas do olho, o que pode ter resultado útil para nossos ancestrais durante a caça. Sabemos que, por exemplo, os cães são capazes de seguir o olhar dos humanos por estarem cooperando há muitos anos conosco.

Alguns pesquisadores também acham que o branco dos olhos ajuda por exemplo na defesa, ao detectar o medo nos olhos de outros e que também foi primordial nas interações sociais.

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Conforme relatei no início, o caso de Mortes não é único, e são conhecidos outros chimpanzés com a esclerótica branca, como a chimpanzé Ngoro, do Centro de Reabilitação do Instituto Jane Goodall em Tchimpounga ou o chimpanzé Mike (acima), do santuário Chimfunshi, na Zâmbia.
Foram documentados também casos iguais entre os gorilas. Os antropólogos também acham que estes olhos com esclerótica branca fizeram parte nas reconstruções dos primeiros hominídeos, ainda que não tenhamos nenhuma prova de que os anteriores a eles não tinham o branco do olho. Em qualquer caso, essa pode ser uma nova forma de nos sentirmos ainda mais próximos dos primatas.

Via Metamorfose Digital