cas sobre como melhorar a performance de smartphones pipocam web afora constantemente – o próprio TecMundo já listou uma série de macetes para economia de energia e otimização do desempenho de aparelhos Android. E como um dos comandos capazes de “desafogar” a memória e CPU dos mobiles se destaca o encerramento de processos executados em segundo plano, bem sabemos.

Mas fechar aplicativos corriqueiramente usados pode, na realidade, gerar efeitos contrários às expectativas do usuário. Conforme explica Oasis Feng, desenvolvedor do app Greenify, até mesmo o fechamento forçado de serviços através de task killers pode ser um engodo.

Seu celular está lento? Então saiba por que interromper tarefas nem sempre é a melhor opção para destravar o sistema de dispositivos móveis.
Paranoiaguda - Fechar apps em uso para 'desafogar' o Android não funciona

O que realmente acontece

Os processos gerados por aplicativos abertos são armazenados pela RAM. No momento em que um app é fechado, alguns dados do serviço então encerrado ficam guardados em cache junto da memória. Isso acontece para que, quando for aberto novamente, o aplicativo possa ser rapidamente iniciado.

Assim, tarefas encerradas de modo forçado através do gerenciador podem forçar o sistema, pois, uma vez apagado o cache, a reinicialização do serviço terá de ser feita do zero: todos os processos vão passar a ocupar outra vez espaço de memória RAM e terão também de ser rodados pela CPU.

Significa, grosso modo, que a parada e “arranque” de apps usados com frequência aumentam o consumo de energia e podem comprometer o desempenho do dispositivo.

Encerrar apps ou não?

Feng alerta que o encerramento de aplicativos usados com frequência não gera benefícios práticos aos usuários. “O encerramento de tarefas de fato libera bastante memória”, explica o desenvolvedor. “[Mas] isso é feito ao custo de mais consumo de bateria e de performance para a nova inicialização dos apps. Então, se o seu dispositivo tem 2 GB de memória RAM, [encerrar processos recentes] não garante benefícios práticos”, observa.

É claro que processos gerados por serviços usados de vez em quando devem ser encerrados – calendário, calculadora, câmera ou gravadores de áudio, por exemplo, podem ser fechados para que a CPU e memória RAM sejam desafogados. Contudo, vale ainda a recomendação do especialista: apenas interrompa apps que não são executados frequentemente por meio do gerenciador de tarefas.