TecnologiaOperadoras de telefonia preparam petição contra o WhatsApp


21/08/2015
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UberNetflix e WhatsApp estão na mira dos órgãos governamentais. E ao que parece a próxima carga recairá sobre o serviço de mensagens mais popular do mundo na atualidade.

Segundo uma reportagem publicada na tarde de hoje pelo Estadão, as operadoras de telefonia estão preparando um documento, com embasamentos econômicos e jurídicos, contra o funcionamento do WhatsApp. Além disso, uma briga na esfera judicial não está descartada.

As operadoras alegam que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve regulamentar o uso do serviço de voz do WhatsApp, uma vez que ele funciona atrelado a um número telefônico. Essa particularidade faz com que ele seja diferente de outros mensageiros, como o Skype, que também possui recurso de troca de mensagens por voz. 

Paranoiaguda - Tecnologia - Operadoras de telefonia preparam petição contra o WhatsApp

"Nosso ponto em relação ao WhatsApp é especificamente sobre o serviço de voz, que basicamente faz a chamada a partir do número de celular", disse a fonte entrevistada pelo Estadão, que pediu para ser mantida no anonimato.

Concorrência desleal?

O argumento das empresas de telefonia nessa discussão é o seguinte: o número de celular é outorgado pela Anatel e as empresas pagam tributos para cada linha autorizada. Como curiosidade, cada operadora paga R$ 26 por linha móvel ativada e R$ 13 por ano a título de taxa de funcionamento. Esse dinheiro vai para o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel).

Paranoiaguda - Tecnologia - Operadoras de telefonia preparam petição contra o WhatsApp

Como curiosidade, cada operadora paga R$ 26 por linha móvel ativada e R$ 13 por ano; já o WhatsApp não paga nada

O que incomoda as operadoras é que o WhatsApp utiliza esse números telefônicos para validação da conta, oferece um serviço de troca de mensagens por voz e não tem a necessidade de pagar nem um centavo ao Fistel.

As fontes entrevistadas pelo Estadão dizem que o setor está “unido na busca pelo equilíbrio” daquilo que considera injusto. Elas ressaltam ainda que a briga é a apenas contra as mensagens por voz, o que "protege" as mensagens de texto dessa investida.

Ministro sinaliza apoio à regulamentação

Embora oficialmente o documento que está sendo preparado pelas operadoras ainda não exista, parece ser inevitável que o tema ainda será motivo de muito debate. Em outra reportagem do Estadão, também publicada nesta quarta-feira, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, se mostrou favorável à regulamentação de serviços como o WhatsApp e o Netflix.

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"Esses serviços de vídeo captam a riqueza de dentro do Brasil para fora”, afirmou Berzoini. Soluções como o Netflix têm grande impacto na rede, demandam fortes investimentos e não investem na expansão de infraestruturas locais", completou.

"O Netflix já ultrapassou em faturamento a Rede Bandeirantes e a RedeTV! e não gera praticamente nenhum emprego no país. Se a lei da TV por assinatura gerou milhares de postos de trabalho, esse tipo de serviço subtrai empregos do país", finalizou.

Via Tecmundo

Mas adora fuder com a gente, agora prestar serviço descente que é bom, nada


TecnologiaNetflix responde a operadoras brasileiras: "Pagamos todos os impostos"


11/08/2015
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Paranoiaguda - Tecnologia - Netflix responde a operadoras brasileiras: "Pagamos todos os impostos"
A Netflix se pronunciou sobre as declarações das operadoras brasileiras, cujos executivos acusam serviços de streaming de não pagar os impostos necessários. Em evento ocorrido na última semana, o representante da Vivo, Rafael Sgrott, chegou a dizer que o “concorrente não está preocupado com ICMS porque não paga ICMS”.

“Se há um desequilíbrio, seja por uma regra tributária, seja por regulações, precisa ser corrigido. Tenho que executar x relatórios para comprovar minha qualidade, mas tem uma pessoa na Califórnia que não pensa em nada disso, só em performance e em como melhor atender o cliente”, atacou Sgrott.

Em nota enviada ao Olhar Digital, a Netflix Brasil lembrou que, por estar baseada em solo brasileiro, precisa respeitar a legislação local, o que inclui pagar o que o governo cobra pela sua atuação no país. E foi enfática: “A Netflix Brasil (...) paga todos os impostos devidos.”

O mercado também reclama que a Netflix não paga o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional), taxa de R$ 3 mil sobre cada título disponível. “Sobre o Condecine, aguardamos para trabalhar com a Ancine enquanto eles discutem sobre os serviços de VOD e OTT”, respondeu a empresa.

As operadoras estão incomodadas porque o modelo de streaming tem crescido rapidamente no Brasil e serviços como a Netflix podem começar - se já não começaram - a tirar clientes da TV paga tradicional. No meio dessa polêmica ainda surgiu uma estimativa, divulgada pelo Notícias na TV, indicando que a Netflix deve faturar mais de R$ 500 milhões no país até o final do ano, o que é mais que as receitas de RedeTV! e Band.

Via Olhar Digital

Em vez de melhorar a porcaria do serviço que elas prestam, ficam reclamando da Netflix, se fode


TecnologiaWhatsApp é "pirataria pura", acusa presidente da Telefônica


06/08/2015
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Paranoiaguda - WhatsApp é "pirataria pura", acusa presidente da Telefônica
Em um debate durante o Congresso da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), o presidente da Telefónica Brasil, Amos Genish, alegou que aplicativo de mensagens de texto e voz WhatsApp está "trabalhando contra as leis brasileiras". O WhatsApp disponibilizou neste ano no Brasil sua funcionalidade de conversas por VoIP.

O argumento de Genish é que o aplicativo se aproveita da clientela e da infraestrutura das operadoras de telecomunicações sem, no entanto, estar sujeito às leis regulatórias e aos encargos tributários sob os quais elas trabalham. "Não é admissível uma empresa prover serviço de voz sem licença do regulador, usando os números das demais operadoras e sem pagar impostos", disse.

Segundo o presidente da empresa que é dona da marca Vivo, esse é um dos motivos pelos quais a operadora não oferece planos com uso ilimitado do aplicativo. "Não vai acontecer nunca de fazermos parceria com o WhatsApp", declarou.

Embora diga que ainda não é possível medir o impacto que o aplicativo tem sobre a receita ou o tráfego de dados da empresa, Genish considera o WhatsApp uma ameaça, por tratar-se de "uma operadora que está atuando sem licença no Brasil, e pode abrir caminho para que outros provedores queiram fazer o mesmo".

Por esse motivo, Genish considera que o aplicativo representa um problema muito maior para as empresas de telefonia móvel do que, por exemplo, o Netflix para os planos de TV a cabo. "O Netflix tem na TV a cabo o mesmo impacto que os outros aplicativos OTT [Over The Top, aplicativos de mensagem que permitem evitar as operadoras], mas o WhatsApp pode ter um impacto muito maior", considera. 

O presidente da América Móvil Brasil (dona da marca Claro), José Felix, concorda que falta "isonomia regulatória" à competição entre as operadoras de telefonia móvel e o WhatsApp. Embora considere "inegável" que o aplicativo tenha um impacto na receita da Claro, Felix disse não ter números para quantificar esse impacto.
Via Olhar Digital

Não uso celular nem pra realizar ligações, quanto mais, realizar ligações pelo Whatapp --'